| New York International Independent Film and Video Festival |
O New York International Independent Film and Video Festival (NYIIFVF-não confundir com outros festivais com um nome semelhante) é um evento de cinema que decorre em várias cidades americanas. Fundado em 1993, afirma no seu site ter sido “reconhecido pela indústria cinematográfica e de entretenimento como um dos principais eventos de cinema no circuito de festivais independentes”. Recentemente, a curta-metragem “Confessional Acts”, da realizadora Ana Barroso, venceu o prémio na categoria “”Melhor Curta-metragem Avant-garde Internacional” deste festival. Dedicado exclusivamente ao cinema independente, o NYIIFVF tem uma reputação algo ambígua junto do público. Apesar de admirado por alguns, foi criticado pelo cineasta Bill Johns em 2003, após ter vencido o prémio de melhor curta-metragem de acção, o jornal Village Voice de Nova Iorque em 1997 e o Indiewire, um site dedicado ao cinema independente, em 1999. A razão das críticas são várias, mas a mais frequente é a taxa de admissão. Para poderem submeter as suas obras no festival, os cineastas têm de pagar uma taxa de entrada de cerca de 300 dólares para uma curta-metragem, ou 400 dólares para uma longa, o que muitos consideram ser muito caro. Após a taxa de entrada, a organização ainda pede mais dinheiro aos cineastas para a promoção do filme e eventos de apresentação glamorosos que atraem milhares. Só que, como conta Bill Johns, a promoção é feita ao último minuto e sem grande organização, e os eventos de apresentação consistem numa festa num bar, ao mesmo tempo que o filme é exibido na cave. “O único festival de cinema do mundo com um mínimo de duas bebidas”, lamentou-se um cineasta participante numa edição do The Village Voice. O festival também é criticado pela sua política de aceitar quase todas as submissões que lhe são enviadas, o que faz com que a qualidade das obras em exibição seja bastante inconsistente. Mas apesar destas críticas, o festival tornou-se tão bem-sucedido que, para além do evento em Nova Iorque, a organização tembém abriu festivais em Los Angeles e Las Vegas. Quem quiser entrar com o seu filme nos três festivais pode fazê-lo pelo preço de 750 dólares. Cineastas participantes têm opiniões divergentes sobre o festival. Apesar das críticas de alguns, muitos mostram-se satisfeitos. Afirmam que, apesar dos preços, a promoção dos seus filmes vale a pena, existe uma hipótese do filme ser referido pela imprensa. E, mesmo que isso não resulte, podem sempre dizer que estrearam um filme em Nova Iorque. Em resumo, talvez um novo modelo de festival, cuja formula não sendo consensual vai agradando a alguns realizadores. A curiosidade é um pouco saber se o modelo apresentado por este festival poderá tornar-se uma referência num sector em crise financeira. |
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| por eduardo rodrigues | |
| 30 Julho 2010 |
